1º FÓRUM DE AUTISMO – INSCREVA-SE AQUI

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O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista, é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) e caracteriza-se por dificuldades significativas na comunicação e na interação social, além de alterações de comportamento, expressas principalmente na repetição de movimentos, como balançar o corpo, rodar uma caneta, apegar-se a objetos ou enfileirá-los de maneira estereotipada. Todas essas alterações costumam aparecer antes mesmo dos 3 anos de idade, em sua maioria, em crianças do sexo masculino.[1] Nos dias de hoje, o autismo é referido como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), nomenclatura que indica uma ampla variação na sintomatologia e graus de dificuldades ou habilidades.[2]

O autismo é uma condição que severamente compromete a capacidade de se comunicar com os outros, de perceber acontecimentos compartilhados, de expressar o que sente ou pensa nas mais diversas situações, de utilizar as palavras de acordo com o contexto e estas características atrapalham gravemente o desenvolvimento global da criança. A presença de “manias”, posturas ou atos repetitivos, rituais e interesses restritivos independente do público ou local em que a criança portadora esteja, desarticula e fragmenta ainda mais a evolução de suas habilidades sociais e adaptativas nos desafios que o ambiente imprevisivelmente apresenta.[3]

Muitas crianças com autismo podem ter surpreendente evolução e até “sair” do espectro, mas isto depende de muitos fatores, dentre eles o diagnóstico precoce, especialmente abaixo dos três anos de vida.[4] O número exato de crianças com autismo é desconhecido. Um relatório publicado pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA sugere que o autismo e seus distúrbios relacionados são muito mais comuns do que se imagina.[5] A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 70 milhões de pessoas no mundo estejam no espectro do autismo. Os recentes números de estatísticas do autismo entre a população dos Estados Unidos e da Europa apontam para a existência de um aumento do número de casos diagnosticados com autismo.[6]

No Brasil, estima-se um número de até 2 milhões de casos de autismo, e cerca de metade destes casos ainda não diagnosticados. O aumento dos casos de autismo diagnosticados no Brasil tem sido relatado por instituições ligadas ao atendimento de famílias de crianças com autismo em todas as regiões brasileiras.[7]

O autismo continua sendo um distúrbio difícil para as crianças e suas famílias, mas a perspectiva atual é muito melhor do que na geração passada. Naquela época, a maioria das pessoas com autismo era internada em instituições.[8] O acesso à informação oferece a disseminação de percepções para todos levando a um maior poder de observação por todos, independente da formação ou do nível cultural.[9]

Nos EUA – país onde a saúde mental é encarada como doença crônica devastadora e com severas consequências emocionais e econômicas – os pediatras podem sofrer processos e perda de sua licença médica se for demonstrado que o mesmo não identificou sintomas autísticos em crianças até um ano e meio. Em nosso país, ainda engatinha a transmissão destes conhecimentos e a difusão do quadro clínico do autismo (TEA) o que já vem explicando a maior detecção desta condição em nosso meio.[10]

A perspectiva depende da gravidade do autismo e do nível de tratamento que a pessoa recebe. Procurar ajuda de outras famílias que tenham parentes com autismo e por profissionais que deem o suporte necessário aos parentes também é uma alternativa interessante.[11]

Hoje, com o tratamento correto, muitos dos sintomas do autismo podem melhorar, mesmo que algumas pessoas permaneçam com alguns sintomas durante toda a vida. A maioria das pessoas com autismo consegue viver com suas famílias ou na sociedade.[12]

O principal objetivo do 1º Fórum de Autismo – Um Ser Humano Além do Espectro, será de maximizar as habilidades sociais e comunicativas da criança por meio da redução dos sintomas do autismo e do suporte ao desenvolvimento e aprendizado.

Nossa sociedade ainda engatinha e tem muito a evoluir quando falamos sobre o Autismo ou como caracterizamos atualmente nos Transtornos do Espectro Autista (TEA). Esta sensação é real e marcante quando entrevistamos os pais destes pacientes e, ao mesmo tempo, olhamos em volta de nós mesmos nas clínicas públicas, nas escolas, nos ambientes comerciais, nos meios de transporte coletivo e, especialmente, nos familiares mais próximos destes núcleos familiares que conduzem estas crianças. A desinformação e a ignorância acerca do assunto ainda assustam e tornam urgente tomada de decisões no sentido de expandir o conhecimento das características clínicas, dos principais prejuízos sociais e da evidência do mau funcionamento destes paciente  para estudar, compartilhar, se comunicar e se sentir realmente fazendo parte de nossa existência.[13]

Existem diversos programas para tratar problemas sociais, de comunicação e de comportamento que estejam relacionados ao autismo. A forma de tratamento que tem mais êxito é o que é direcionado às necessidades específicas da criança. Um especialista ou uma equipe experiente deve desenvolver o programa para cada criança. Há várias terapias para autismo disponíveis, incluindo:

  • Terapias de comunicação e comportamento
  • Medicamentos
  • Terapia ocupacional
  • Fisioterapia
  • Terapia do discurso/linguagem[14]

A nova linha de pensamento vê o autismo como o desenvolvimento resultante de um sistema neurobiológico programado para operar de forma diferente. A consequência desta nova forma de pensar o autismo é um programa de desenvolvimento que busca oferecer um ambiente físico e social que leve em conta esta diferença biológica e que promova o aprendizado e o bem-estar de cada criança.[15]

Profissionais de abordagens interacionistas têm visto durante as últimas três décadas que a aceitação e apreciação das atividades e interesses da criança auxiliam na construção de uma ponte que pode levar à interação social com uma criança com autismo. Através da interação social, muitas outras habilidades podem ser aprendidas pela criança. Estudos científicos demonstram o valor desta abordagem (ex: Dawson & Galpert, 1990; Kim & Mahoney, 2004; Mahoney & Perales, 2005 e Trivette, 2003).[16]

“Por fim, nosso foco são nossos filhos! E, acreditamos que dessa forma podemos auxiliar na disseminação do conhecimento para diminuir com o preconceito e promover a discussão sobre o tema.”[17]

Sancionada em 2012, a Lei Berenice Piana se tornou o primeiro caso de sucesso no senado como legislação participativa e até hoje constitui-se como objeto de estudo de advogados, juristas e estudantes de Direito. Tudo começou com o olhar materno de Berenice acerca das necessidades pelas quais seu filho, Dayan, e os outros autistas passam diariamente. “Ser mãe de um autista é ser mãe amor, mãe sentimento, mãe doação. Nós matamos vários leões por dia, pois todos os dias temos uma batalha diferente. Nós nunca sabemos quais problemas iremos enfrentar com o próprio filho e com a sociedade em geral, mas isso nos fortalece”. Berenice Piana e sua história de vida fornece o tom humano por trás da frieza numérica da Lei Federal 12.764, que institui a Política Nacional de Proteção aos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

As Mães Azuis da cidade de Maravilha, Andrea Rigotti Vendruscolo, Josiane Schneider e Roseni Torma, que, preocupadas e comprometidas com o compartilhamento de informações acerca do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e sabendo de toda a especificidade que este tema gera, em conjunto com os vereadores Eder Moraes e Cleber Pertussatti, estão viabilizando a realização do 1º Fórum de Autismo – Um Ser Humano Além do Espectro, nos dias 3 e 4 de agosto de 2017, com a promoção de duas palestras com Berenice Piana e Shahlah Piana, além de discussões com autoridades e comunidade, abordando dois eixos temáticos de inclusão nas áreas da saúde e educação.

Com a abordagem da Lei nº 12.764, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e prevê a participação da comunidade na formulação das políticas públicas voltadas para os autistas, além da implantação, acompanhamento e avaliação da mesma, Berenice Piana reportará a todos a aplicação da Lei, explanando que fica assegurado o acesso a ações e serviços de saúde, incluindo: o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional, a nutrição adequada e a terapia nutricional, os medicamentos e as informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento. Da mesma forma, a pessoa com autismo terá assegurado o acesso à educação e ao ensino profissionalizante, à moradia, ao mercado de trabalho e à previdência e assistência social.

Com Graduação em Pedagogia pela Fundação Educacional Itaboraí-FEITA e Especialização em Psicopedagogia pela Universidade Cândido Mendes, Shahla Tahereh de Piana abordará sobre o Diagnóstico Precoce, tema constantemente debatido por especialistas, enfatizando da importância para estimular crianças na comunicação e na sua socialização, quando ainda é possível reverter muitos ou quase todos os sintomas.

O 1º Fórum de Autismo – Um Ser Humano Além do Espectro será a continuidade de abordagem do tema na cidade de Maravilha, que iniciou-se no dia 19 de maio de 2017, com a vinda do palestrante Drº Paulo Fleury, médico, especialista em medicina preventiva, com graduação, mestrado e doutorado pela UFMG, onde manteve vinculo de pesquisa por muitos anos pela NESCON e que, na atualidade, atua como pesquisador do Uso de Canabidiol no Tratamento Experimental de Indivíduos com Transtorno do Espectro Autista, através da UNASUS/ MS.

[1] https://novaescola.org.br/conteudo/281/na-duvida-autismo-inclusao

[2] https://www.inspiradospeloautismo.com.br/o-que-e-autismo/

[3] http://entendendoautismo.com.br/artigo/autismo-o-que-e/

[4] http://entendendoautismo.com.br/artigo/autismo-o-que-e/

[5] http://www.minhavida.com.br/saude/temas/autismo

[6] https://www.inspiradospeloautismo.com.br/o-que-e-autismo/

[7] https://www.inspiradospeloautismo.com.br/o-que-e-autismo/

[8] http://www.minhavida.com.br/saude/temas/autismo

[9] http://entendendoautismo.com.br/artigo/autismo-o-que-e/

[10] http://entendendoautismo.com.br/artigo/autismo-o-que-e/

[11] http://www.minhavida.com.br/saude/temas/autismo

[12] http://www.minhavida.com.br/saude/temas/autismo

[13] http://entendendoautismo.com.br/artigo/autismo-o-que-e/

[14] http://www.minhavida.com.br/saude/temas/autismo

[15] https://www.inspiradospeloautismo.com.br/o-que-e-autismo/

[16] https://www.inspiradospeloautismo.com.br/o-que-e-autismo/

[17] Andrea Rigotti Vendruscolo, Josiane Schneider e Roseni Torma.

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